O cearense do século XX foi vigário da Vila de São Pedro do Cariry nos fins do século XIX. Os anais da história comprovam esse fato.
A pequena vila cresceu e se tornou numa das principais cidades do sul cearense.
Porem esse crescimento vem atrelado a uma tragédia que quase ninguém percebe, em Caririaçu não se preserva nada.
Ultimamente tivemos um exemplo simbólico da destruição do nosso passado: quando o cearense do século foi o pároco da nossa cidade ele ficava hospedado numa casa próxima a igreja, localizada no cruzamento da Rua Grande com a Rua do Cemitério e lá foi instalada uma farmácia.
Alguém pode perguntar: o que tem de errado com isso?
Eu respondo de forma clara: primeiro não sou contra o capital estrangeiro (até porque não dá para fazer isso com esse neoliberalismo vigente, que está numa cruzada constante para auferir novos consumidores) e segundo poderia se fazer coisa bem melhor do que uma farmácia na casa que o Padre Cícero morou.
Outro individuo pode perguntar: que tipo de coisa é essa?
Primeira coisa é a gestão pública adquirir o imóvel já que ele é privado. Depois tenta reconstituí-lo aproximadamente como era quando foi usado pelo padre. Já pensou no volume de gente que essa simples atitude traria para Caririaçu e quanto de dinheiro elas despejariam na economia local?
Senhor prefeito faça alguma coisa alem de querer nos iludir com esse progresso visual que identifica a sua gestão(é preciso investir também nas pessoas e não somente em concreto)e vereadores, ilustres representantes do povo, é deplorável essa passividade de vocês.
Outrem diz: mas prefeitura não tem dinheiro para isso.
Mas para asfaltar as ruas tem. Asfaltar com o único objetivo de vendar os nossos olhos para os problemas existentes.
Outro transeunte indaga: mas será que os governantes ao menos sabem que o Pe. Cícero residiu naquele local?
Aqui é onde o bicho pega: se sabem é uma grande vergonha não fazerem nada. E se não conhecem, amigo leitor, não existe adjetivo para essa lastimável ignorância.
Blog para discutir as peculiaridades de Caririaçu, sua história, suas potencialidades, seu cotidiano e tudo mais que interesse a nossa comuna!
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domingo, 20 de novembro de 2011
Casa do Pe.Cícero
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A Câmara de Vereadores de Caririaçu hoje
Atualmente as reuniões dos vereadores de Caririaçu, não aparentam ser um espaço para se discutir os problemas e as possíveis soluções para os problemas de nossa cidade. Muito pelo contrário: é uma balbúrdia, uma algazarra, uma verdadeira palhaçada, onde todos nós, o POVO, somos os palhaços. Somos assombrosamente ignorantes, para nós política significa um carro de som na rua, uma conta de luz ou de água paga por individuo eleito, entre outros. Não buscamos conhecimentos e “ficamos a mercê de quem foi eleito para trabalhar para nós, de nossos próprios funcionários”. O que aconteceu em 1º de novembro de 2011, em mais uma sessão da “câmara dos palhaços”, é um exemplo fiel do que está sendo dito aqui: começa-se pela troca de insultos, de acusações e os edis sabendo que nós somos iguais a um bando de animais numa estrada, nos estimulam a aplaudir ou vaiar as suas próprias mazelas. Sem citar nomes, mas tem um edil da situação que um verdadeiro fanfarrão, que acredito que a única “coisa boa” que faz, é faltar às sessões. Temos um presidente que não exerce a sua função, fica como uma marionete em seu lugar de destaque. E nós, o povo, de ignorantes que somos, somos usados explicitamente sem nem perceber. Meu Deus será que não vai ter nenhum dos descendentes de Adão para nos livrar das trevas.
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domingo, 23 de outubro de 2011
Folha de Caririaçu
No último mês de setembro Caririaçu ganhou um novo veículo midiático, trata-se do noticioso impresso Folha de Caririaçu.
Houve-se um evento no Colégio Plácido para o seu lançamento e lá enfatizou-se que o folhetim estaria comprometido com a imparcialidade, a clareza, a honestidade e a verdade.
Já foram lançadas duas edições do jornal e o que se observa é que não há essa neutralidade que se falou tanto. Muito pelo contrário, existe explicitamente um direcionamento “político” para atacar a inoperância da gestão pública municipal.
As matérias apresentadas são pouco exploradas, não existe aprofundamento investigativo para as razões dos problemas, há apenas o julgamento parcial dos fatos abordados de maneira bem superficial. Até parece um outdoor da oposição e isso é manipulação, é subestimar aos leitores.
Para se ter a tal imparcialidade, o Direito nos ensinou uma regrinha básica: ouvir os dois lados, os prós e os contra.
Mas do meu ponto de vista existe uma explicação razoável para isso. Na cerimônia de publicação, o mediador afirmou que esse jornal só foi possível com a ajuda de um burguês bem conhecido da nossa cidade. Alguém em algum lugar disse acertadamente que a propaganda é quem faz o jornal. Eis aí a elucidação do fato: a mídia muitas vezes só é possível graças a patrocinadores[1], sendo assim o veículo midiático fica preso ao seu patrocinador, não podendo diferir de seus ideais marqueteiros. Destarte ele manipula, omite ou explora determinado fato.
Então esse empresário sendo o principal patrocinador do jornal e opositor declarado do atual administrador, é “normal” que esse jornal ataque a gestão atual para regozijo do burguês.
PS: Editores do Folha de Caririaçu, se quiserem direito de resposta, favor entrar em contato!
[1] Mas este pobre blog é uma prova de que a imprensa não necessariamente precisa de um patrocinador, a não que os editores além de informar também quiserem lucrar.
domingo, 2 de outubro de 2011
Rodovia Pe. Cícero
Boa parte da população serrana de
Caririaçu acredita que a CE-385, a famigerada Rodovia Padre Cícero trará muitos
benefícios imediatos e medrará progresso a nossa cidade.
Porem enganam-se as mentes que
acreditam em tal fato. Pois, para se auferir progresso é necessário está
preparado e ter uma infraestrutura mínima.
Essa infraestrutura não existe em
nossa cidade.
Estaremos na trajetória de acesso
a capital e o tráfego de carros transitando em nossas ruas pode perfeitamente trazer
progresso à nossa comuna. Afinal éramos ”fim de linha” e agora estamos no olho
do furacão.
Mas com já foi dito o “tão
sonhado” progresso não cairá do Éden. Para que essa rodovia proporcionasse
melhores condições de vida à nossa comunidade seria imprescindível termos hotéis,
restaurantes, entre outras coisas básicas, ou alguém inferiu que termos
veículos forasteiros despejando fumaça
em nossa cara é o tão almejado desenvolvimento?
Porém alguém diz que temos esses “elementos
propulsores do progresso”. Mas é lógico que temos isso, só que de forma
inibida, sem grandes investimentos, ainda rastejando!
Tudo bem que boa parte dos
investimentos para preparar nossa cidade deve vir da iniciativa privada, mas a
gestão pública municipal já fez o seu trabalho: asfaltou as principais ruas e
instalou um tal de semáforo. Assim a cidade fica mais bonita, alguém diz, eu
sinceramente não acho, mas tudo bem gosto se lamenta.
Para quem acredita que a cidade
fica mais bonita com o asfalto, vou fazer uma comparação estapafúrdia:
Caririaçu está parecendo uma pessoa que veste uma roupa limpa, fica com a
aparência apresentável, porém não toma banho e exala um fedor dos infernos.
Quem tem conhecimento sente a catinga invadindo as narinas. Todavia meu amigo,
quem é ignorante se deleita com o mau cheiro.
O que se observa é que apenas
aumentou o movimento no trânsito, tornando todos vulneráveis, motoristas e
pedestres. Outro fator pouco observável: não fazia sentido falar em nossa
cidade em poluição sonora, exceto em festividades, mas agora para se saber o
que é isso basta indagar a um morador da Rua José Nogueira de Melo,
principalmente se for próximo as “tão sonhadas tartarugas”.
Outra coisa: essa estrada está
acirrando e tornando evidente ainda mais as contradições sociais do mercantilismo
em nossa terra. Não entenderam? Então eu explico: está acontecendo no mundo
inteiro uma onda chamada bolha imobiliária. Bolha Imobiliária? O que vem a ser
isso? De maneira simplificada, isto significa que imóveis são comercializados
bem acima dos preços que realmente valem. Destarte, quem tem dinheiro sai
comprando e vendendo lotes e casas por aí aumentando assim o seu capital. O mesmo
que está acontecendo em nosso Caririaçu.
Uma pergunta: quem é pobre e não
tem moradia própria, o que faz numa situação dessas? Morre à míngua? Pois a tal
bolha também encarece o aluguel. Continuando essa situação, pobre vai ter o
“direito” de nunca ter nada e se não tem nada, sempre será nada, nesse mundo
barbarizado pelo neoliberalismo! Contradições do modo de produção capitalista.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Semáforo em Caririaçu
Não é de hoje que Caririaçu tem um trânsito caótico. Há tempos a nossa cidade apresenta problemas no tráfego de suas principais ruas, há inclusive, casos com vítimas fatais. E esse problema só vem aumentando com a explosão de vendas de motos[1].
Para piorar ainda mais essa situação o governo municipal, em meados de 2009, tem a “brilhante” ideia de asfaltar essas ruas. Não se satisfazendo, na segunda quinzena de agosto de 2011, tem o “invejoso” plano de instalar semáforos[2] nos principais cruzamentos da cidade. Esses cruzamentos foram: Carlos Morais e José Nogueira de Melo, Carlos Morais e Luiz Rolim e Carlos Morais e Luiz Bezerra.
Detalhe: pedestre não é para atravessar rua não, pois quando um sinal fecha de um lado, abre-se o outro do outro lado. Como os pedestres atravessarão as ruas? Já que os motoristas e pilotos não os respeitam, nem o sinal fecha pra eles atravessarem. Será que vamos ter que aprender a voar para poder cruzar uma simples rua?
Eis que surge uma pergunta: será que uma cidade com cerca de 26[3] mil habitantes (dos quais praticamente metade se encontram na zona rural[4]) precisa de ruas asfaltadas e com semáforos?
Acredito que 14 mil pessoas não necessitam de pavimentação asfáltica e sinais de trânsito.
Mas aqui aparece outra pergunta: já que não precisamos, por que asfaltaram nossas ruas?
Vou ser simples e direto: para nos enganar.
Quer uma explicação? Então lá vai: a classe política usa todo tipo de malandragem para conseguir respaldo perante o povo. E um desses principais ardis trata-se do progresso visual. Progresso ilusório, para nos iludir, pois esse não é o progresso que realmente necessitamos, ele só serve para alguns babacas dizerem: “oh prefeitão trabalhador”. Meu Deus quanto ignorância.
Porem um certo fulano diz: precisamos de ruas asfaltadas e sinalizadas sim, pois agora temos a Rodovia Pe. Cícero. Esse é um ponto importante. Todavia o que se vê até agora é que essa rodovia só trouxe problemas. Talvez a longo prazo ela traga o “tão sonhado” progresso, mas esse é um outro assunto.
Digo sem medo de cometer um erro e nem tampouco de ser refutado (pois não estou professando verdades, estou apenas querendo levantar discussão a respeito daquilo que nos interessa), que não carecemos disso, desse petróleo sob nossos pés.
Entretanto, alguns imbecis e que não sabem o que dizem (ou sabem até demais), afirmam que a cidade fica mais moderna. Mas este fato está alem da minha percepção. Não consigo entender como em plena era da discussão sobre sustentabilidade, poluição pode implicar em progresso. Outra coisa: nossa cidade é pequena e isto é fato, mas quer ser grande à força. Sendo assim, nem lucra por ser pequena e nem tampouco por ser grande.
Julgo eu que progresso seria: ter saúde de qualidade (com equipe médica bem aparelhada), educação decente e segurança confiável. Contudo, eis o que temos: prédios públicos feitos para servirem de unidades de saúde sem médicos e sem enfermeiros (verdadeiros elefantes brancos), educação deplorável e drogas ilícitas batendo a nossa porta pedindo pra entrar.
Amados e queridos irmãos caririaçuenses vamos ser mais críticos de nós mesmos, vamos ser protagonistas de nossa própria história, vamos deixar de serem marionetes nas mãos de quem administra a coisa pública (res publica). Vivemos numa democracia, mas ela só existe de fato quando a população tem consciência de seu papel, então vamos buscar alimento pra cabeça, vamos atrás de conhecimento.
Quando a população é ignorante fica no que está aí: a tirania de uma minoria esclarecida sobre uma maioria alienada. Porem essa maioria se julga conhecedora do bem e do mal e não conhece nem ela mesma. Vamos acordar do profundo sono da ignorância, só assim sairemos das trevas e da manipulação.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Caririaçu na Revista VEJA
Em 27 de setembro de 1978 a revista Veja, principal noticioso impresso do país, dedicou duas páginas à nossa cidade na sua edição nº 525 daquela data. Isso mesmo ilustre leitor, a famigerada Veja dissertando sobre Caririaçu.
Em princípio trata-se uma publicidade do banco Bradesco[1].
A matéria cita Lampião e Pe. Cícero, tanto que este é o título da reportagem: AQUI LAMPIÃO NÃO ENTROU EM RESPEITO AO PADRE CÍCERO. Este foi inspirado numa fala do Pe.Vicente Alves Feitosa, que disse que Lampião realmente andou pelas cercanias da cidade e como respeitava muito o Pe.Cícero não adentrou nela[2].
A matéria cita Lampião e Pe. Cícero, tanto que este é o título da reportagem: AQUI LAMPIÃO NÃO ENTROU EM RESPEITO AO PADRE CÍCERO. Este foi inspirado numa fala do Pe.Vicente Alves Feitosa, que disse que Lampião realmente andou pelas cercanias da cidade e como respeitava muito o Pe.Cícero não adentrou nela[2].
A redação cita os principais produtos de nossa cidade na época, a saber: sisal, feijão, milho e algodão; e da dificuldade de escoá-los devido à falta de estradas. Cita também que a cidade já foi chamada de São Pedro. Fala de Afonso de Oliveira Borges[3] como sendo o habitante mais idoso da cidade.
A reportagem traz imagens históricas de Caririaçu. Tentou-se nelas retratar bem a cidade na época, mostrando o pouco progresso.
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| 1ª Página |
Uma curiosidade é que o prefeito da época, Raimundo Bezerra Lima, já tinha planos de desenvolver a indústria do turismo em nossa cidade, aproveitando se da vinda de fiéis para cidade vizinha de Juazeiro do Norte.
Chega de papo, aqui eu calo-me e deixo o(a) amigo(a) visitante deste mísero blog tirar suas próprias conclusões.
Chega de papo, aqui eu calo-me e deixo o(a) amigo(a) visitante deste mísero blog tirar suas próprias conclusões.
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| 2ª Página |
[1] Primeira agência bancária de Caririaçu. Depois vieram o BEC (Banco do Estado do Ceará) que foi privatizado junto ao próprio Bradesco no governo de Lúcio Alcântara e o BB (Banco do Brasil). O Bradesco funcionou na Rua Cel.Vulpino, em frente a igreja matriz.
[2] Conta-se que Lampião e seus companheiros pernoitaram embaixo de uma árvore no caminho do Bico da Arara (na época não existia ainda aquele bairro).
[3] Ex-prefeito de Caririaçu.
sábado, 23 de julho de 2011
Show de João Kyor
26 de junho de 2011.
Domingo à noite.
Em plena festa de nosso orago (São Pedro).
Praça Pe. Augusto aglomerada de fãs.
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| Praça lotada, esperando a apresentação de João! |
A gravação deste show originará um DVD, o primeiro de um artista são-pedrense.
João resgatou a banda Cometa Azul e interpretou músicas de sua própria autoria, com destaque para Jardim Molhado do Sertão; e de outros artistas, como: Zé Ramalho, Alceu Valença, Jota Quest, e o artista que deu origem ao seu nome artístico, Belchior e sua canção Divina Comédia Humana.
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| Talento e irreverencia no palco! |
João Kyor com seu carisma, excentricidade, irreverência e músicas que descrevem a vida e os anseios da região leva a multidão presente a um frenesi quase orgástico.
Muito provavelmente este tenha sido o ápice da festa (social) de São Pedro, um artista local embalando os agitos de seus conterrâneos!
Muito provavelmente este tenha sido o ápice da festa (social) de São Pedro, um artista local embalando os agitos de seus conterrâneos!
sábado, 18 de junho de 2011
Grutinha
Por Francisco Sousa e Agnaldo França
Criada em 1966, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, tem potencial para se tornar um atrativo turístico da cidade de Caririaçu num futuro não tão distante. Estando-se no local, tem-se uma visão panorâmica de boa parte da cidade e do Vale do Cariri.
Antes de esmiuçarmos um pouco da história do monumento religioso, cabe aqui relatarmos um fato, já um tanto conhecido de alguns segmentos da honrosa população são-pedrense. Todavia, mesmo assim vale como conhecimento aos néscios. O surgimento do bairro Bico da Arara, bairro onde foi erigida a construção, recebe este nome por um motivo estapafúrdio. Segundo a senhora Eremita Dantas da Silva, que reside no mesmo lar há quase oito décadas, uma arara construiu seu ninho num oco de um cajueiro que ficava ao lado da vereda que os agricultores usavam para ir ao roçado. A fim de proteger sua prole, a ingênua arara punha-se dentro de seu valhacouto e deixava apenas o bico fora do ninho quando um transeunte aparecia. Seu bico belo e inocente não tardou a chamar a atenção, as pessoas passaram a chamar o local de bico da arara, o qual perdura até os dias contemporâneos.
A Grutinha, como é mais conhecida em nossa cidade, foi construída após uma suposta intervenção divina.
Corria a década de 1960, uma mulher de nome Edite foi acometida por uma grave e dolorosa enfermidade. A medicina da época ainda obsoleta e incipiente aqui em Caririaçu não conseguiu extirpar a moléstia. Seu esposo, Donzim Caboclo[1] vendo tal sofrimento, fez uma promessa à Santa Bernadete e Nossa Senhora de Lourdes para que rogassem ao Santíssimo à cura de sua companheira e como forma de oferenda perpetraria a construção de uma capela.
Chegando a meados do ano de 1966, Edite recebeu a alvíssara de que sua chaga estava exaurida. Então Donzim ordenou a construção da ermida. Ela foi construída por seu sobrinho, que também tinha a alcunha de Donzim, e por José Rodrigues de Melo, que tinha o singelo epíteto de Zé Bico.
Erigida sobre um lajeiro, de propriedade particular, porem aberto a interessados em conhecê-la, sua arquitetura é rústica, feita artesanalmente de argamassa e rochas irregulares. No interior encontram-se algumas imagens sacras. Na parte superior externa, encontra-se uma cruz fixada, também constituída de pedras. Em frente há alguns bancos de concreto para a acomodação de fiéis e visitantes.
Anualmente ocorrem liturgias no mês de fevereiro, iniciando no dia 2 e vai até o dia 11, dia de Nossa Senhora de Lourdes. As súplicas religiosas atraem pessoas de todos os rincões da sede do município, com destaque para o próprio Bico da Arara, Cedron, Queimadas, Mestre Neco, Abílio Unias e Conjunto Santo Antonio.
Segundos os proprietários, as autarquias públicas municipais são inoperantes no que concerne a investimentos em infra-estrutura. Pois falta melhorias em iluminação, acesso, entre outros.
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| Aqui, alguns integrantes da turma do curso de turismo |
A grutinha, como é vulgarmente conhecida, mostra a grandeza, a engenhosidade e o brilhantismo da religiosidade popular em nossa cidade.
O rochedo sobre o qual foi construída a ermida ainda é objeto de estudo da Universidade Regional do Cariri-URCA. Esse rochedo constituído de rochas cristalinas provavelmente são as pedras que primeiro surgiram na Região do Cariri.
[1] Irmão do ex-prefeito de nossa cidade Raimundo Rodrigues Sobrinho, vulgarmente conhecido como Raimundo Caboclo.
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sábado, 21 de maio de 2011
Pedra do Oco!
Por Juscilene Freitas
Distante cerca 3 km do centro da cidade de Caririaçu, encontra-se a Pedro do Oco.
Para se chegar a tal pedra, segue-se um trajeto pela Rua Carlos Morais, Mestre Neco e Avenida João David de Oliveira, passando por outro ponto turístico da urbe, a Gruta de N. Sra. de Lourdes, no início do bairro Bico da Arara. Chegando nesse bairro, pega-se a artéria João Tavares da Rocha que dá acesso ao Cedron.
Chegando próximo ao fim do Cedron, atravessa-se uma trilha ecológica de difícil acesso que oferece as pessoas um contato imediato com a natureza.
Ao atingir o cume da pedra, se tem uma visão de todo o horizonte circunjacente, vendo assim parte do território rural de Caririaçu e do Vale do Cariri.
O local fica em um penhasco composto de rochas magmáticas, com uma vegetação típica da Caatinga, destacando-se numerosos coqueiros.
Com formas irregulares as rochas proporcionam a prática do turismo de aventura, possibilitando a realização de esportes tais como: salto de pára-quedas, rapel, escalada, entre outros.
Com brisa gélida, agradabilíssima e constante, a pedra também ocasiona a prática da meditação.
Logo abaixo destas gigantescas rochas é possível encontrar pequenas veredas que dão passagem a orifícios e fissuras no interior das pedras, daí vem o nome de Pedra do Oco. Porem essas veredas é de difícil locomoção, por serem estreitas e escorregadias. Isso faz com que a caminhada fique um pouco complicada, entretanto gera um desafio ao aventureiro: o de vencer o trajeto imposto pela beleza da natureza.
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| Prática de rappel na Pedra do Oco! |
Do alto da pedra avista-se o planalto que compreende um conjunto de ondulações suaves e moderadas coberto por vegetação rasteira e arbórea, plantas que murcham quando cessa o período chuvoso.
Todas as pessoas que estão de visita a Caririaçu não podem deixar de visitar esse ponto turístico, pois alem de ser um lugar fantástico tem um clima aprazível tornando-se um ótimo lugar para se descansar e esquecer-se do estresse causado pela rotina diária. Destarte lá também é um lugar terapêutico.
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sábado, 16 de abril de 2011
Asfalto de Caririaçu
Ao longo dos tempos as administrações reais e imperiais destacaram-se por suas obras faraônicas, como por exemplo, o Palácio de Versalhes, o Coliseu romano, o Taj Mahal na Índia, entre outras mundo afora. Destarte, a construção destas era a principal volição dos gestores ambiciosos em ter seu nome lembrado na posteridade.
No entanto, na contemporaneidade a prática desta astúcia não é mais viável como em tempos passados. Entretanto sempre que possível os intendentes esforçam-se para fazer construções imediatistas e que fiquem expostas aos olhos da população em geral, um exemplo disso são as edificações de prédios e praças públicas. Tais obras obras muitas vezes não atendem as necessidades e anseios da sociedade.
A esses tirocínios com fins eleitoreiros dá-se o nome de “progresso visual”, do próprio nome infere-se que é um de tipo de progresso que macula a realidade e ludibria as mentes dispersas. E ao que se observa parece haver uma aceitação popular de não protestar, um inconsciente coletivo de anuência; e paira no ar uma ideologia que isto é administração séria e responsável para o bem estar da comunidade. Isso é uma lástima!
A esses tirocínios com fins eleitoreiros dá-se o nome de “progresso visual”, do próprio nome infere-se que é um de tipo de progresso que macula a realidade e ludibria as mentes dispersas. E ao que se observa parece haver uma aceitação popular de não protestar, um inconsciente coletivo de anuência; e paira no ar uma ideologia que isto é administração séria e responsável para o bem estar da comunidade. Isso é uma lástima!
Em meados do ano de 2009, Caririaçu passou um por processo semelhante com o asfaltamento das ruas Luiz Rolim, a “Rua do Cemitério”, José Joaquim de Santana, Luiz bezerra, Prefeito Luiz Morais, a “Rua Juazeiro” e antes disso já havia sido asfaltada a principal artéria da cidade, a Rua Carlos Morais ou “Rua Grande”, como preferem alguns mais vividos.
Destarte aqui é imprescindível suscitar uma pergunta: Qual a melhoria que um asfalto trás para a qualidade de vida das pessoas?
Muitas pessoas reclamam do calor cada vez mais forte e, mais grave ainda, a imprudência no trânsito. Todavia esporádicos são os indivíduos que associam esses fatos ao asfaltamento.
É sabido que asfalto em áreas urbanas não representa progresso em hipótese alguma. Muito pelo contrário, ele absorve ainda mais a incidência solar, o que faz elevar a temperatura, provoca a incivilidade no trânsito (quem está sobre um veículo motorizado é rei e soberano, dono da tese e da antítese).
No trânsito que é uma terra de ninguém e o respeito é um animal extinto, quem deveria ter prioridade eram os pedestres pois eles não comem faixa, não entram em contramão, não avançam sinal, não atropelam e o principal não ceifam vida de ninguém.
No trânsito que é uma terra de ninguém e o respeito é um animal extinto, quem deveria ter prioridade eram os pedestres pois eles não comem faixa, não entram em contramão, não avançam sinal, não atropelam e o principal não ceifam vida de ninguém.
Entretanto, há quem diga que a cidade fica mais bonita e moderna. Porem a urbe perde o ambiente bucólico de cidade pequena cobrindo a pavimentação em paralelepípedos e extirpando a beleza histórica. Contudo na atualidade, poluição parece representar progresso.
Já pensou como seriam as artérias do Pelourinho ou de Ouro Preto asfaltadas? Seria a manifestação e atestado da burrice humana e uma facada na espinha dorsal da cidade.
Se discorda, comenta aí.
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