Bem, eu não me considero entendido nos assuntos da cultura local. Me considero sim um ignorante, o que implica em curiosidade e inconformidade com o pouco que se sabe, e assim estou sempre disposto a aprender.Falo isso porque a cultura local é parte do que fez ser o que sou hoje e, como maneira de devolver o que a mim foi dado, tento escrever esses posts deste blog, que tentam levar um pouquinho de conhecimento e, geralmente, um ponto de vista ainda inexplorado sobre a nossa querida Serra de São Pedro.Pois eis que fico sabendo que a Secretaria de Cultura envia à Câmara Municipal um projeto de lei que criaria o Sistema Municipal de Cultura. Não vou me ater a burocracia do projeto.O que importa é que a nossa câmara dos comuns, com os votos dos lordes oposicionistas, rejeitou o tal projeto. Por quê? Eu não sei qual foi a justificativa. Será que cultura e voto são duas coisas antagônicas? Será que cultura não dá dinheiro? Será que é porque a cultura instrui? Será o pensamento infantil, idiota, egocêntrico, burro, limitado, míope, esquizofrênico e todos os adjetivos pejorativos do dicionário, que é só para dificultar o trabalho de quem está no governo que votaram contra. Se for isso, vocês não representam o povo, representam que o há de mais desprezível no ser humano. Como pode um político se sentir bem, praticando o mal a quem lhes deu o poder?Algumas pessoas simpatizantes de vocês querem justificar os seus votos contrários alegando que havia no projeto uma cláusula que permitiria ao chefe do executivo municipal ou secretário da pasta fazer empréstimos financeiros. Oxente, e não pode gastar dinheiro com a cultural não? E mais, o projeto previa a criação do Conselho Municipal de Cultura, formado por sociedade civil, entidades classistas e poderes constituídos, e que serviria justamente para discutir recursos financeiros, entre outras coisas.Eu sei que mais uma vez, senhores vereadores, vocês repetirão o mantra de que trabalham para o bem do povo. Certo, então expliquem o que vocês entendem por bem. E por que querem censurar a cultura desse povo que vocês se dizem defensores?Tal projeto, em linhas gerais, tem como objetivo fomentar as políticas públicas de revitalização e desenvolvimento das atividades culturais em nosso município.A nossa cidade carece de estudo, pesquisa e aprofundamento na sua história, na atividade do seu povo, nas manifestações da nossa gente. Quando chega um projeto que tenta dá início a isso, os senhores rejeitam. É assim que se trabalha para o povo? Vocês querem que o povo seja ignorante mesmo e recebam suas esmolas na época de eleição para que esse sistema prospere.Eu não espero resposta, sei lá se alguns de vocês sabem ler ou só sabem contar dinheiro e levar vantagem em tudo, só quero que saibam que enquanto forem contrários a cultura da minha cidade, da minha terra, eu estarei de pé e queixo erguido valorizando a nossa cultura e lutando com as minhas palavras para que cidadãos como vocês sejam extintos da vida pública.PS: a ideia de fazer esse texto surgiu da conversa com alguns amigos, de que um cada um usasse a sua arte para manifestar o seu repúdio a tal ação dos vereadores que barraram o projeto que criaria o Sistema Municipal de Cultura. Eu não sou artista, mas tentei dá o meu recado.
Blog para discutir as peculiaridades de Caririaçu, sua história, suas potencialidades, seu cotidiano e tudo mais que interesse a nossa comuna!
A reprodução total ou parcial de qualquer texto deste blog, sem a permissão por escrito do autor, será considerado crime e o infrator (a) responderá processo judicial por infringir a lei de direitos autorais!
Translate
Pesquisar este blog
Seguidores
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Carta aberta aos vereadores inimigos da cultura de Caririaçu
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Os perfis falsos no facebook de Caririaçu
As redes sociais
surgiram como ferramentas na rede mundial de computadores para que pessoas de
diferentes locais do planeta possam trocar informações, conhecimentos,
opiniões, ou seja, se comunicarem. Espaços como os finados MSN, Orkut e os
ativos Facebook, Twitter, Instagram, Lindekin, MySpace e Google+, entre outras,
fizeram e fazem muita gente “feliz” por aí.
Mas isso é no
tempo presente, com o desenvolvimento da tecnologia, fica a pergunta: como
serão as redes sociais no futuro? Algumas obras da literatura distópica sugerem
que os usuários se logarão de corpo e
alma num universo paralelo onde tudo é feito sob medida para cada usuário,
tomando como base para isso, as informações que ele, querendo ou não fornecerá,
para os administradores da rede. Para quem tem conhecimentos sobre informática
e o universo dos negócios sabe que isso já começou.
A nossa gleba, por
mais atrasada que seja em relação ao progresso, também tem usuários, e muitos,
na segunda vida proporcionada no espaço virtual. Quando se anda pela cidade,
dos sítios ao centro da cidade, da ralé à alta roda, é recorrente boa parte das
pessoas, do nada, sem mais nem menos, falar em facebook, ou melhor, face. Não
sei porque não se diz o nome completo, quiçá seja uma variação do profícuo
culto à preguiça.
Nos perfis
caririaçuenses tem gente de toda estofa, dos mais exibidos aos mais discretos,
dos que postam tudo: fotos, frases peigas pesquisadas no Google, mensagens do
seu Deus, posts que acreditam ser interessantes e até coisas extremamente
íntimas, para conseguir muitos “curtir”, vale tudo. Existe também os que só
observam, que estão lá, mas dificilmente são notados.
Mas não é desses
que iremos falar sucintamente aqui. O que nos chama atenção há algum tempo são os
perfis falsos no facebook. Também não vamos usar os trajes do bom mocismo e do
falso moralismo, ser a palmatória do mundo, nas palavras de um deles, para
distribuir impropérios a essas personalidades avessas do nosso torrão.
O que se destaca
nesses perfis, além do anonimato, até certo ponto meio fajuto, é a sua maneira
de ser, pensar e agir. Para quem pensa diferente dos seus preconceitos e da sua
“cabala”, eles distribuem mais vitupérios do que cédulas de 50 reais dados por
candidatos em época de eleição.
Esses perfis
existem com um único fim: dar coice nos adversários políticos ou quem ouse
contestá-los. Eis o fruto das nossas personalidades educadas para serem donas
da verdade e não para discutirem os fatos.
Além de
desmastrear a bandeira do respeito, tais perfis usam um “puxaquismo” que causa
nojo. O seu senhor é o novo Messias mandado à terra de gigantes para semear a
solicitude entre os povos, o que chama atenção é que esse Messias sempre é um empresário.
Nada contra o empresariado, eles só são filhotes quase perfeitos do capitalismo,
ou seja, acumuladores de patrimônio e ser um agente político é só mais um troféu que alimentará a sua vaidade.
O adversário é uma
espécie de Cérbero que macula e ceifa as coisas boas que o “Messias Empresário”
expele tão facilmente como suor e esterco.
Por falar nisso,
lembro-me da citação de Erasmo de Roterdã no início de seu delicioso Elogio da
Loucura (livro recomendável para todo mundo):
“...enquanto o
modestíssimo homem fica a escutá-lo, o adulador ostenta penas de pavão, levanta
a crista, modula uma voz de timbre descarado comparando aos deuses o homenzinho
de nada, apresentando-o como modelo de todas as virtudes, muito embora saiba
estar ele muito longe disso...”.
Tudo bem que
Erasmo estava noutro contexto e se referindo a outras coisas, o que não impede
de usarmos o seu axioma para ilustrarmos o nosso texto. A leitura dessa obra é
mais do que recomendável, mas pelo que se observa nas parábolas desses perfis,
através do seu assassinato a língua portuguesa e a sua gramática, eles não leem
nem placas na rua, e quiçá estejam lendo este escrito, para procurar nas
entrelinhas alguma coisa que possa ser usada contra esse escriba. Como já se
disse, quem não aplaude os seus dogmas, deve ser vilipendiado para regozijo do
seu senhor.
Facilmente é
possível perceber duas razões para a existência desses perfis falsos. A
primeira é que algum prócer político patrocine pessoas de sua confiança para agirem
do jeito que agem. Agredir textualmente seus desafetos políticos. Um verdadeiro
mecenas avessado. Enquanto um mecenas legitimo incentiva o desenvolvimento das
artes, este mecenas daqui financia a difamação, o ódio, a intolerância e o
preconceito.
A outra
possibilidade, é a boa e velha servidão voluntária. Por amor ao seu príncipe,
tais sujeitos o defendem de todas as acusações e suspeitas de má índole. Isso é
uma atribuição peculiar de seu antagonista. Seu príncipe é o Messias
reencarnado, o seu adversário político é o anjo das trevas que habita entre o
povo de Caririaçu.
Como diz Paulo
Nogueira, editor do sítio de notícias Diário do Centro do Mundo, num mundo
menos imperfeito, as lideranças políticas de nossa terra seriam os primeiros a
quererem saber quem são esses perfis, para assim extirpa-los e mitigar o ódio
entre aqueles de seu povo que comunguem de ideias diferentes.
Será que eles, os
nossos líderes políticos, pensam assim? Sim? Não? Por quê?
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Coronelismo e seus torcedores!
Por Marcelo Antonio
Estamos aqui
numa cidade descontrolada fisicamente, mas controlada psicologicamente por
senhores feudais que pouco se importam com os seus camponeses, que são
encabrestados e recebem suas migalhas e acham que só isso basta. pensam que
esse é o seu valor e estão satisfeitos, pois sua única preocupação é saber que
seus antigos patrões perderam as terras numa guerra desleal para esse novo
coronel e isso já é motivo de extrema
felicidade, pois estão do lado campeão, outros camponeses que são fiéis ao seu
antigo senhor andam pelas ruas resmungando, cegos, torcendo para que o novo
fazendeiro não saiba tomar conta das terras e nem dos seus números mesmo sem
saber ou sabendo que os efeitos colaterais desses erros vão os atingir, pois
vivem na mesma fazenda. Mas a sede de chegar ao trono da casa grande é muito
maior, e isso tudo sabendo que o trono só vai ser ocupado apenas por um, e o
resto irá ficar espremido no curral que é o lugar de quem são encabrestados e
que receberam as migalhas prometidas, que continuarão com sede e com fome, mas
com o ego cheio, pois estarão do lado do fazendeiro campeão novamente e isso é
melhor que tudo.
E saindo do
contexto da época do feudalismo desta cidade que também é minha onde ser ignorante
é motivo de orgulho, ter um lado, um time pra torce uma bandeira para levantar
e nada mais.
Podemos comparar
com dois times rivais num campeonato de pontos corridos onde para seus
torcedores o que importa é ver seu time campeão e não importa se pra isso o
time roubou, comprou juízes (que nós somos). Nada disso importa, o que
interessa é soltar da garganta o grito de ser campeão soltar fogos e desdenhar
da derrota do time adversário. Um bando de imbecis que não se preocupam com
nada, nem com eles mesmos, pois num campeonato quem sai no lucro é apenas os
donos dos times e seus jogadores, torcedores coitados recebem apenas acenos
nada mais do que isso.
Somos todos
inteligentes, ninguém é melhor ou pior do que o outro. Não trate da política da
sua cidade como um simples jogo, nós somos os patrões e eles os empregados,
eles não fazem nada além da sua obrigação, vamos dar um basta nesse pão e
circo, porque não dá para viver com essas migalhas e esse circo faz tempo que
perdeu a graça.
Eu sei que essas
palavras são utópicas, e tenho consciência de que só quando as massas saírem do
sono da ignorância, essas palavras vão deixar de serem sonhos.
Assinar:
Postagens (Atom)