A reprodução total ou parcial de qualquer texto deste blog, sem a permissão por escrito do autor, será considerado crime e o infrator (a) responderá processo judicial por infringir a lei de direitos autorais!

Translate

Pesquisar este blog

Seguidores

Gostou deste blog? Então por favor, compartilhe nas redes sociais! OBRIGADO!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Conferência de Cultura

No dia 28 de fevereiro de 2012 a prefeitura de Caririaçu juntamente com o Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges, realizaram a 3ª Conferência Municipal de Cultura, com o tema: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento.
Adicionar legenda
Conferência muito proveitosa com a palestra do Doutor em Filosofia, Luiz Manoel. Formação de GT (grupos de trabalho) nos quais se discutiu como resgatar, conservar e potencializar a cultura da Serra de São Pedro. Como moção principal os GTs indicaram a criação de uma secretaria municipal exclusivamente para a cultura. Pois ela está englobada a outras pastas da administração.
A baixa ficou por conta da ausência das autoridades políticas. Apareceram o prefeito e um vereador pré-candidato a prefeito em nossa cidade. Porem estiveram somente para discursar na abertura do evento.
A oposição também não apareceu, “nenhum pé de vivente”, o que é lastimável.
Medo e insegurança de serem confrontados, ignorância (falta de conhecimento) ou simplesmente idiotice? Não se sabe o motivo do não comparecimento dos marqueteiros políticos de nossa cidade nessa conferência. Será que cultura não angaria votos?
Perdemos a oportunidade de auferir novos conhecimentos. Não é todo dia que temos a nossa disposição um filósofo da Academia. Todavia o pobre homem proferiu suas sábias palavras para quase ninguém.
Quem sai perdendo é a sociedade civil, nós amigos leitores, que poderíamos nessa conferência sentar e discutir com os políticos a inefável cultura da nossa urbe e assim vislumbrar dias melhores para os nossos artistas, cantores, artesãos, músicos, professores, entre outros e quem sabe até frear um pouco a dizimação do patrimônio histórico material, tão praticado atualmente em nosso Caririaçu.
Todavia, os políticos não compareceram. Fato curioso, pois estamos em ano de eleição e os candidatos estão ávidos por estarem presentes em propagandas gratuitas. Mas não apareceram na conferência de cultura. Por que será? Será que já têm calculado o valor pecuniário que irão investir para entrar no vantajoso mercado da politicalha e por isso não precisam se preocupar com a cultura da nossa cidade? Fica a pergunta... alguém que souber, por favor responda!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Jornada Escoteira

No período do carnaval, o 26ºGrupo de Escoteiros de Nossa Senhora do Carmo foge das habituais bebedeiras e faz um tour por regiões da Zona Rural de nossa cidade.
O grupo de escoteiros juntamente com alguns convidados e esse ano com escoteiros de Juazeiro do Norte, saiu da sua sede por volta das 3 horas da manhã do dia 18 (sábado de carnaval).
A caravana deixou a sede do nosso município pela Avenida Cachimbão e adentrou as grotas da Serra de São Pedro, passando pelos sítios Monte, Santa Cruz (Chocalho), São Lourenço, Poço de Paus, Anda Sol, Distrito de Primavera para finalmente chegar ao seu destino, o sítio Genipapeiro, onde ficaram hospedados até a terça-feira à tarde.
Para quem participou da jornada, é uma experiência encantadora, pois ela proporciona contato direto com algumas das belezas naturais do nosso Caririaçu. Passamos por trechos de mata virgem e inúmeros córregos, em alguns tomamos belos banhos. As águas desses riachos até parecem miraculosas, pois dá a impressão de levar consigo o estresse da enfadonha e maravilhosa caminhada.
Merece destaque, a simplicidade do povo rural. Enquanto as pessoas da cidade parecem fazer questão de ignorar uns aos outros (a não ser que uma tenha um status superior), a gente da “roça” dá todo o conforto possível, mesmo que seja o mínimo. Mas o mais importante, nesses dias de individualismo extremo e depressões a mil, esse povo dá toda atenção imaginada. Para exemplificar isso, podemos citar a estada na casa de uma senhora conhecida por Elisabete, no sítio São Lourenço, observa-se que ela é paupérrima e observa-se também que todos da jornada se sentiram bastante a vontade nas parcas acomodações de seu mísero lar. Outro caso foi na Vila Primavera, na casa da ex-escoteira Fabiana, onde também todos sentiram-se humildemente agraciados pelo conforto físico e mental.
Jornada muito boa, com paisagens exuberantes e emolduradas pela cerração da Serra de São Pedro!
Casa da Sra. Elisabete
Enfrentando as intempéries da natureza. A chuva caindo sobre os ombros e ninguém fraquejando, todo mundo seguindo seu caminho na maior paz e alegria. Vale ressaltar também o sentimento comum de partilha e companheirismo, onde se dividiu comida, água e peso.
Enfrentando a chuva e a cerração
Parabéns ao grupo de escoteiros de Caririaçu que conseguiu reunir muitos jovens com o objetivo de se divertir sem ingerir nada de bebida alcoólica, o que para os dias atuais é um grande feito.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Enquanto isso na sala de justiça...

POR ANTONIO MESSIAS

E dizem que Caririaçu é parado, isso é verdade, quase sempre é a mesma rotina. Mas, se você procura por diversão e uma boa dose de humor, nós temos, e como temos. Um exemplo são as sessões plenárias da Câmara Legislativa do nosso município.
A casa, assim chamada pelo atual presidente. Ficava me perguntando o porquê de o mesmo, repetidas vezes, falar esse vocábulo. E não demorou muito e cheguei a uma resposta: é porque eles se sentem em casa, no uso literal da palavra. A postura de alguns, é como se estão sentados numa poltrona bem confortável, onde nos acomodamos para assistir a um filme ou outra coisa qualquer, sem a menor relevância.
E como estão em casa, falam o que querem e da maneira como querem, sem ao menos, se importarem com a presença dos visitantes presentes no recinto.
Sinceramente, o público, em sua maioria, é bem participativo com suas vaias e iam ao delírio quando algumas coisas lhes eram de algum proveito.
O que se podia ver era uma casa muito engraçada, diferente da que está no endereço da rua dos bobos número zero, só que mais desestruturada em vários aspectos. Representantes que não param para ouvir nem as respostas de seus requerimentos. Acredito que só parariam para ouvir alguma coisa se saíssem de seu próprio umbigo.
Afirmo que em nenhum momento tive vergonha de dizer que sou caririaçuense, mas depois de presenciar o que acontece numa sessão plenária da câmara de vereadores da minha cidade, começo a mudar de ideia. Digo mais, as pessoas que nos representam deviam zelar pela ética e a moral, se é que conhecem o significado de tais palavras.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1º Ano do Blog

Agora no mês de fevereiro este miserável blog intera seu primeiro ano de atividade, se fosse rico faria aniversário.
Brincadeiras a parte, esta página na grande rede surgiu de uma ideia coletiva em divulgar e incentivar a indústria do turismo em Caririaçu, que será o grande negócio do futuro próximo. Porém, quase todas as pessoas deixaram morrer aquele ideal. Mas não todos, Francisco Pereira de Sousa com pouca instrução, conhecimento nenhum, ou seja, pobreza intelectual exacerbada continuou dando prosseguimento. Sua beca são as suas roupas maltrapilhas e desbotadas e seu chinelo com um prego no solado. Seu canudo é a experiência de ser marginalizado pela alta-roda e o desejo que a sua cidade se torne cada vez mais agradável.
Aos poucos o blog foi se afastando do ideal que o fez nascer. Destarte, ele se imiscui e tornou objeto de estudo e observação à cultura, a política, a história e o cotidiano de nossa querida Serra de São Pedro!
Ao falar de política, ele fez algumas críticas à administração atual. Baseadas neste fato algumas pessoas o estigmatizaram de oposição, entretanto ele sempre teve o intento de exercer uma impossível neutralidade axiológica. Todavia objeto e observador estarão fadados a permanecem sempre unidos.
Mas quem quiser achar que ele é “pé-rachado”, que continue se enganando. É facultativo ao indivíduo permanecer na ignorância. Todavia, não é para isso que estamos aqui.
Estamos aqui para agradecer aos acessos, a cada pessoa que com tanta coisa na WEB veio parar justamente aqui.
Agradecer a todos que de maneira direta ou indiretamente colaboraram e continuam colaborando com o material exposto aqui!
Agradecer a rádio São Pedro FM pela divulgação e por torná-lo um dos blogs no site da mesma. Ao blog de Farias Brito e ao blog Sociologia em Caririaçu. Agradecer a todos que da sua maneira divulgaram o nosso blog!
Agradecer as dezenas de seguidores que de forma direta dão o seu respaldo sobre o que é exposto aqui!
Agradecer a cada acesso, mesmo que seja por engano.
Agradecer pelos comentários, eles são a melhor forma de engrandecimento deste ínfimo blog e uma verdadeira forma de manifestação da democracia, pois nem um deles recebe moderação ou censura, todos são publicados assim como os autores escreveram. Alguns comentários tentaram até difamar quem escreveu  (há quem duvide até que é Francisco quem as escreve. Isso é bom, pois a dúvida engendra novas descobertas) essas raquíticas linhas, isso mesmo, difamar. Coisa de pessoas que não têm argumento, nem o que dizer e querem aparecer. Então só resta à difamação.
Por fim, agradecer aos incentivos e entusiasmos de todos aqueles que estimularam nas pesquisas e para emissão de opinião. Opinião sim, pois a imprensa meramente informativa está com dias contados pelo simples motivo das pessoas cobrarem que as demais saiam de “cima do muro”.
Entretanto, as opiniões aqui publicadas não defendem nenhum politiqueiro local (o que muita gente já pensou), portanto não temos o intento de fazer lavagem cerebral em ninguém.  Este blog não defende ideologia alheia, muito menos de “marqueteiros políticos” que usam o povo como escudo. Porém como este ano tem eleição, você amigo leitor que gosta das nossas postagens, fique atento, pois poderemos tecer opiniões sobre a corrida pra ver quem terá a incumbência de gerir o acúmulo dos nossos impostos.
MUITO OBRIGADO a todos!!! E nesse ano que começa este infantil blog deseja continuar crescendo assim como a nossa cidade. Ele continuará tentando dar a sua ínfima contribuição para o engrandecimento, não só visual, da nossa amável SERRA DE SÃO PEDRO!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cultura em Caririaçu...

Por João Batista

Começo a ver a cidade de Caririaçu de uma forma diferente!Sempre digo que não cobrei da minha terra tudo que ela podia me dar mas já oferecir tudo que podia oferecer pórem vendo que alguem como Maria Edilena Feitosa que me surpreendeu com uma iniciativa de leva a cidade algo de novo começo a pensar que pode ser diferente! sinto falta de cultura em Caririaçu falta de me contagiar eu quero voltar a ...sentir isso quero ser vaqueiro ferruado,quero as flores de Maria sozinha quero ver os filmes de Zé sozinho,quero amar a cultura como dona Zuli Morais amou! eu quero a benção de padre Vicente ,quero a lapinha de Donona e quero admirar o cabelo de Maria Gersina, quero Dona Floscoele,Quero ouvir Zé penzinho cantando Verônica eu me sinto tão só.......eu quero festival cultural,eu quero o desfile de 7 de setembro como era,eu quero que o marco do centenario volte a ser branco eu quero mais, mais e mais eu quero pão feito por seu Tico da padaria, eu quero ouvir a banda Pneu tocado na rua do pau,eu quero de volta tudo o que nos foi tirado.....e quero que chegue algo novo mas que não apague da memoria do meu povo tudo o que já foi vivido eu quero descer no beco de Macial sabendo que valeu a pena ter cido de Caririaçu.....Lá em cima da Serra de São Pedro tem uma cidade que boa pra chuchu .............!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Serra Verde

Próximo ao Distrito de Miragem[1], na fronteira com a cidade de Crato encontra-se a Fazenda Serra Verde. Fundada em 1860, pelo frances Achiles Boris[2]. Ela era fronteiriça como os municípios de Farias Brito, Várzea Alegre, Granjeiro e Crato.
Visita a Antiga Fazenda Serra Verde
A fazenda foi adquirida pelo Cel. Belém do Crato. Ele caiu do poder de 3º vice-presidente do Ceará em 29 de junho de 1904, assumindo o seu posto Cel. Antonio Luiz Alves Pequeno. Boris que era credor de Belem durante o seu governo na cidade cratense, adquiriu a fazenda como forma de quitação de uma dívida de 50 contos de réis.
Cel. Botelho
Para gerir a imensa propriedade foi trazido da cidade de Guaraminga o Sr. Francisco Botelho Filho, mais tarde se tornaria o Cel.Botelho. Conta-se que ele era um sujeito mui extrovertido. Elegeu-se prefeito de São Pedro em 1920. O principal acontecimento do seu governo e um dos mais importantes da nossa cidade foi à inauguração da iluminação elétrica da cidade em 1927. A concessão foi outorgada a firma Borges & Filhos, de propriedade de Clemente Ferreira Borges[3]. Ela pagava 50 mil réis à prefeitura pela concessão. Como homenagem simplória a um dos grandes vultos da nossa cidade, o seu nome foi dado a uma das principais artérias da nossa comuna.
À época, a fazenda era a maior propriedade rural do Ceará. O seu principal produto era o algodão, porem produzia-se também milho, feijão, arroz, cana-de-açúcar e seus derivados como rapadura e aguardente.
No período áureo a propriedade chegou a produzir: Bovinos para o abate - 25.555 arrobas: Matrizes bovinas para a produção - 339 cabeças: Suínos para o abate - 71.800 quilos; Suínos para reprodução -105 cabeças; Arroz 4.400 sacos de 60 quilos; Foram reservadas 100 tarefas para o plantio de arroz, construção de galpões para tratores e máquinas, estábulos, pequeno centro médico, energia e telefone. Muitos desses produtos eram comercializados em outras cidades do Cariri.
Capelinha na Serra Verde
Foi idealizada e construída por Hubert Bloc Boris[4] uma capelinha sacra na propriedade. Esta capela ainda encontra-se de pé e em boas condições de conservação.



[1] Antigo Santos.
[2] Cônsul Frances, banqueiro e exportador.
[3] Pai do ilustre advogado e escritor são pedrense, Raimundo de Oliveira Borges.
[4] Neto de Achiles.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Câmara Municipal de Caririaçu Hoje

Casa lotada. Foi assim a reunião na Câmara Municipal de Caririaçu no dia 6 de dezembro de 2011.
Pena que boa parte das pessoas presentes não foi para ouvir o que a edilidade tinha para dizer. Esses imbecis vão só para tumultuar o ambiente e para isso contam com a cumplicidade dos vereadores, que proferem suas palavras com o intuito de agredir os adversários e regozijar os correligionários.
Nessa sessão foi tratado da renovação de contrato dos servidores.
A oposição quer a realização do concurso público, já à situação diz que não é necessário, pois isso traria o desemprego a muita gente necessitada e que os caririaçuenses não estão preparados para galgar o processo seletivo.
Até certo ponto é verdadeiro o argumento da situação: os servidores são pessoas pobres e que precisam desse emprego. Porem dizer que não realizaram o concurso ainda porque nós somos um bando de ignorantes, é assumir a própria incompetência. Incompetência sim, porque se não estamos preparados para fazer uma simples prova escrita é porque não temos educação de qualidade. Para mudar isso, o que faz a gestão municipal?
Mais uma coisa: dizem que o progresso finalmente chegou a Caririaçu. É verdade, a construção civil está aí para provar isso. Nunca se fez tantas edificações em nossa cidade como na época atual. Todavia, ninguém se alimenta só de concreto e asfalto não.
Esse é o progresso? Um progresso que não gera emprego algum e tem que os politiqueiros estarem se digladiando em plenário?
Mas o pior foi ver algumas pessoas quererem agredir fisicamente alguns vereadores. Cena detestável.
Nenhuma ideologia está acima da vida, assim a violência é fruto da ignorância do povo. Quando não se tem conhecimento e argumento, o ser humano manifesta a sua burrice: tenta convencer através da violência.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

História da ocupação e formação da Vila Miguel Xavier

Antes da próxima postagem faz-se necessário uma pequena introdução: em respeito aos nossos leitores que escolheram a postagem futura, devemos uma explicação! É com uma honra imensurável que recebi o pedido para ser postado nesse mísero blog, um texto muito valioso para a história da nossa cidade e especialmente do Distrito de Valença. Assim, amigo leitor, esse texto não pode ser submetido à votação, ele tem que ser logo publicado e você terá mais alguns dias para escolher o próximo texto. Isso vale para quem tiver um texto que queira expor é só entrar em contato que teremos o maior orgulho do mundo em posta-lo.
Muito obrigado pela compreensão!

Por Prof. Cristiano Gomes Lopes
Para entender o processo de ocupação de que hoje e a Vila Miguel Xavier, deve-se também fazer referencia a ocupação do Cariri com um todo, pois foi a partir daí que a história começa a tomar rumo à formação dessa Vila.


O processo de fixação humana no Cariri inicia-se no final do século XVII com o ciclo do couro intensificada as margens do Rio São Francisco e seus afluentes que futuramente se transformaram nas sesmarias concedidas na época do segundo império, os primeiros colonizadores brancos constam como tendo sido formados por agentes da Casa da Torre (Bahia), seguidos de pernambucanos e sergipanos, ocupando terras localizadas no Riacho dos porcos (Brejo dos Santos), no extremo sul da Capitania. Muitos alcançaram esse riacho e daí se bifurcando para o Jaguaribe, ou penetrando nos terrenos férteis ao sopé do que seria a Chapada do Araripe. Alguns vieram pelos caminhos do Riacho do Pajeú (Pernambuco) ou o riacho da Brígida, afluente do São Francisco. No lado pernambucano, surgem povoações, fundadas por capuchinhos (Exú), em 1705, tendo apenas a serra do Araripe de permeio, a separá-la do lado cearense, no local onde se fundou a missão do Miranda que, depois, quando vila, recebeu o nome de Crato. Foram criadores, que atravessaram ínvios sertões em busca de pastagem para o gado, e com a ânsia de disseminar a criação, pioneiros da colonização caririense. Essa descida terá ocorrido por volta das décadas finais do Século XVII, época em que se registra a presença do colonizador branco nas terras até então ocupados somente pela raça nativa.
Na primeira década do Século XVIII ou, precisamente. Nos anos de 1702/1704, tem-se como primeiro cessionário de terras no Cariri o sesmeiro rio-grandense (Norte), Manuel Rodrigues Ayrosa. Sua posse situava-se na gleba São José, no vale denominado de Lagoa do Ayrosa, entre as cidades que posteriormente se denominariam de Crato e Juazeiro (Sítio São José)
Em períodos seguintes, porém quase simultaneamente, chegam à região outros desbravadores dos quais se destacam o Coronel Antônio Mendes Lobato e Gil de Miranda, que muito viriam contribuir em prol dos avanços da colonização. A partir de 1714, quando os investidores pernambucanos e baianos iniciam suas descidas, formando contingentes mais numerosos, o imenso Vale do Cariri passa por sucessivas divisões, em povoamento rápido e altamente produtivo.
Onde a colonização dessa religião se deu com a criação de gado e o cultivo da cana de açúcar e um principio de mineração e a exploração e dizimação dos nativos (índios Kariris) onde hoje são os municípios de missão Velha, Crato e Barbalha.
Foi justamente em busca de terras para explorar que por volta de 1830 se instalaram no sítio Salamanca (hoje Barbalha) vários portugueses e seus descendentes, entre eles Miguel Henrique Xavier de Oliveira e um irmão de nome não apurado nessa pesquisa, onde os mesmos estavam tentando adquirir sesmarias doadas pelo Império. Sem obter muito êxito na aquisição da Sesmaria desejada, o senhor Miguel Henrique Xavier de Oliveira deixou seu irmão no sítio Salamanca e veio com a esposa e alguns escravos tomar posse de uma grande propriedade de terras situada as margens do rio Jenipapeiro cerca de 50 km de sua antiga morada.
Nessa propriedade, Miguel Xavier tratou de criar gado e cultivar mandioca e cana de açúcar, prosperando e se tornando figura importante nessa época, pois, conquistou o título de Deputado Provincial sendo eleito em 1842 atuando na Vila Real do Crato.
Durante o período da Guerra do Paraguai (1964 a 1870) a província do Ceará mandou para o combate quase dez mil homens sem nenhuma experiência militar para o confronto, e para fugir do recrutamento muitos sertanejos procuravam proteção a Miguel Xavier que lhes dava comida e abrigo em troca de seus serviços, desenvolvendo uma espécie de servidão, pois esses trabalhadores não eram remunerados e desempenhavam o papel de servos construindo açudes, casas e rústicas estrada. Assim dezenas de pessoas recebiam proteção em troca de sua servidão, pois mesmo estando no período escravista, os protegidos de Miguel Xavier não eram escravos, se tratando de brancos e mestiços.
Acabada a Guerra do Paraguai, D. Pedro II cria a Guarda Nacional surgindo os Coronéis do sertão, mas um fato curioso foi o de Miguel Xavier passar a ser chamado de Major ao invés de Coronel.
Por ter conhecimento de topografia. O “Major” Miguel deu o nome de sua propriedade de Sítio Caatinga redonda, devido a sua vegetação e por existirem dois riachos (riacho da caatinga redonda e riacho do pia) que nasciam em um mesmo ponto e faziam seus trajetos até desaguarem no mesmo rio (Jenipapeiro), sendo esse trajeto arredondado.
Por volta de 1875, o Sítio Caatinga redonda contava com uma “casa grande”, uma capela, um cemitério e algumas taperas de barro onde moravam os escravos e agregados do Major Miguel, pois não havia senzala.
Com o trabalho dos escravos e dos homens abrigados pelo major, a Caatinga Redonda começa a se transformar em um pequeno povoado e perdendo as características de fazenda e tomando forma de um embrião urbano, sendo que sua economia baseava-se agora no cultivo de algodão e na agricultura de subsistência existindo nesse período uma casa comercial (bodega), uma casa de farinha e um engenho localizado no que hoje é conhecido co Sítio Saco que na época era incorporado as terras do Major.
Devido os vários caminhos abertos pelos braços dos negros e agregados do Major, a Caatinga redonda era passagem e alternativa para quem vinha do Sitio da Venda (Futura Aurora) e Missão Velha e ia para São Pedro do Crato (Caririaçu) e o Crato.
Depois de se chamar a Caatinga redonda, em 1935 veio para o povoamento o vigário de São Pedro do Crato (Caririaçu) chamado Padre Chagas que, encontrou na localidade a casa grande (abandonada), a capela em total abandono junto ao cemitério que a circulava , tendo como moradores as famílias Eugênio, Batista e Gomes, uma vês que outra família como moradores morreram com a cólera, varíola e a fome e outras abandonaram o povoado para morar em Juazeiro.
Com muito trabalho o padre Chagas conseguiu fazer vários melhoramentos no povoado que passou a ter como padroeiro São Vicente Ferrer modificando o nome do povoado para Valença em homenagem ao santo, sendo que essa denominação não foi legalizada.
Nesse período aconteceram às missões por frei Damião que atraia gente de todas as localidades vizinhas e aos poucos a Valença tornava-se um lugar de muita oração com a fundação da confraria de São Vicente e as irmandades de Maria Nossa Senhora do Carmo.
A partir daí o povoado volta a prosperar com a vinda de outras famílias com o intuito de fixar residência. Nesse período a capela foi derrubada e erguida uma nova igreja (Igreja de São Vicente Ferrer) construída em cima do antigo cemitério que deu espaço para a praça que leva o nome do padre Cícero e o cemitério foi erguido próximo ao vilarejo, que nesse período já existia duas ruas.
Em 1951 através da lei 243/51 o povoado de Valença passa a categoria de vila e passa a se chamar Vila Miguel Xavier sediando o distrito que também levaria o mesmo nome, fato esse que homenagearia o fundador do povoamento mas, não agradaria a toda população da nova vila , pois muita gente ainda acredita na lenda do “Cão da Valença” que supostamente seria finado o Major Miguel, fato esse que deve ser esclarecido, uma vês que o major foi uma figura marcante na história local do povoado, e o conhecimento de sua biografia podem livrá-lo desse rótulo tão pejorativo.
Pela lei estadual nª 6511, de 05 de setembro de 1963, o Distrito de Miguel Xavier é desmembrado do Município de Caririaçu, sendo elevado a categoria de Munícipio, porem a lei estadual nª 8339, de 14 de dezembro de 1965 reintegra o distrito de Miguel Xavier ao Município de Caririaçu.
Muitos outros fatos permeiam a História da Vila Miguel Xavier, Fatos esses que serão mostrados futuramente em outras postagens.

Extraído integralmente do blog: http://loucoporhistorialocal.blogspot.com/

domingo, 20 de novembro de 2011

Casa do Pe.Cícero

O cearense do século XX foi vigário da Vila de São Pedro do Cariry nos fins do século XIX. Os anais da história comprovam esse fato.
A pequena vila cresceu e se tornou numa das principais cidades do sul cearense.
Porem esse crescimento vem atrelado a uma tragédia que quase ninguém percebe, em Caririaçu não se preserva nada.
Ultimamente tivemos um exemplo simbólico da destruição do nosso passado: quando o cearense do século foi o pároco da nossa cidade ele ficava hospedado numa casa próxima a igreja, localizada no cruzamento da Rua Grande com a Rua do Cemitério e lá foi instalada uma farmácia.
Alguém pode perguntar: o que tem de errado com isso?
Eu respondo de forma clara: primeiro não sou contra o capital estrangeiro (até porque não dá para fazer isso com esse neoliberalismo vigente, que está numa cruzada constante para auferir novos consumidores) e segundo poderia se fazer coisa bem melhor do que uma farmácia na casa que o Padre Cícero morou.
Outro individuo pode perguntar: que tipo de coisa é essa?
Primeira coisa é a gestão pública adquirir o imóvel já que ele é privado. Depois tenta reconstituí-lo aproximadamente como era quando foi usado pelo padre. Já pensou no volume de gente que essa simples atitude traria para Caririaçu e quanto de dinheiro elas despejariam na economia local?
Senhor prefeito faça alguma coisa alem de querer nos iludir com esse progresso visual que identifica a sua gestão(é preciso investir também nas pessoas e não somente em concreto)e vereadores, ilustres representantes do povo, é deplorável essa passividade de vocês.
Outrem diz: mas prefeitura não tem dinheiro para isso.
Mas para asfaltar as ruas tem. Asfaltar com o único objetivo de vendar os nossos olhos para os problemas existentes.
Outro transeunte indaga: mas será que os governantes ao menos sabem que o Pe. Cícero residiu naquele local?
Aqui é onde o bicho pega: se sabem é uma grande vergonha não fazerem nada. E se não conhecem, amigo leitor, não existe adjetivo para essa lastimável ignorância.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Câmara de Vereadores de Caririaçu hoje

Atualmente as reuniões dos vereadores de Caririaçu, não aparentam ser um espaço para se discutir os problemas e as possíveis soluções para os problemas de nossa cidade. Muito pelo contrário: é uma balbúrdia, uma algazarra, uma verdadeira palhaçada, onde todos nós, o POVO, somos os palhaços. Somos assombrosamente ignorantes, para nós política significa um carro de som na rua, uma conta de luz ou de água paga por individuo eleito, entre outros. Não buscamos conhecimentos e “ficamos a mercê de quem foi eleito para trabalhar para nós, de nossos próprios funcionários”. O que aconteceu em 1º de novembro de 2011, em mais uma sessão da “câmara dos palhaços”, é um exemplo fiel do que está sendo dito aqui: começa-se pela troca de insultos, de acusações e os edis sabendo que nós somos iguais a um bando de animais numa estrada, nos estimulam a aplaudir ou vaiar as suas próprias mazelas. Sem citar nomes, mas tem um edil da situação que um verdadeiro fanfarrão, que acredito que a única “coisa boa” que faz, é faltar às sessões. Temos um presidente que não exerce a sua função, fica como uma marionete em seu lugar de destaque. E nós, o povo, de ignorantes que somos, somos usados explicitamente sem nem perceber. Meu Deus será que não vai ter nenhum dos descendentes de Adão para nos livrar das trevas.